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  • adrianagonbueno

Como lidar com um aborto ou perda gestacional?


Quando uma mulher planeja engravidar, a descoberta da gravidez se torna um momento único em sua vida e de todos que estão ao seu redor, o mundo muda completamente! É quando surgem diversas expectativas: o sexo do bebê, o tipo de parto...

Mas o que fazer quando, de repente, o curso da gestação é interrompido? Viver o luto de um aborto espontâneo é uma dor incalculável, mas não deve ser um tabu. Afinal, compartilhar e contar com uma rede de apoio é fundamental para que a mulher passe por esse momento de uma forma menos dolorosa. E isso vale tanto para aquelas que perdem o bebê logo nas primeiras semanas de gestação quanto para as que perdem no segundo ou terceiro trimestre, por alguma complicação.

A mulher precisa se entristecer e sentir a perda para, então, conseguir dar lugar à saudade e prosseguir com sua rotina. Então, esconder o assunto e evitar a todo custo falar sobre ele não é o melhor caminho.

Como eu falei aqui em cima, o luto é uma fase difícil, mas importante para que a página vire e seja possível seguir em frente. Também é fundamental que este momento seja respeitado, sem ser considerado um “exagero”.

É muito comum que a mulher se sinta culpada e impotente durante o processo, por isso, é importante fornecer pequenas doses de realidade aos poucos, lembrando que nem tudo está sob nosso controle. A palavra-chave para a vivência do luto é o apoio!

Mas esteja atento: se a autopunição e o sentimento de culpa não diminuírem com o tempo, é fundamental procurar o acompanhamento de um psiquiatra. O apoio de um profissional pode ajudar bastante a tornar esse momento mais fácil, na medida do possível.

Dra. Adriana Gonzalez Bueno

CRM 176603 RQE 79903

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