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  • adrianagonbueno

Construção da maternidade


Sabe aquela história de “instinto materno”? Esqueça! Mulheres muitas vezes idealizam um sentimento e um comportamento para quando engravidarem, para quando se tornarem mães, e acabam se decepcionando, se frustrando, quando, na prática, não se sentem dominadas por este instinto!


Já falei por aqui em um post anterior sobre o assunto. As mulheres, de fato, sofrem uma série de alterações biológicas e hormonais que, consequentemente, interferem no comportamento delas. Mas isso não significa que a mãe nasce pronta instintivamente. Instinto tem a ver com saber o que fazer mesmo sem ter consciência daquilo. E nós, como mães, como seres humanos, não teremos este dom. Vamos errar, vamos ficar em dúvida, vamos muitas vezes não ter a mínima ideia de como proceder. E isso é normal!


A maioria das nossas fraquezas, das nossas frustrações, vem do fato de depositarmos expectativas grandes demais diante de situações que, na prática, serão diferentes. A maternidade é uma destas situações. As mulheres são educadas a acreditar que existe um elixir, uma força maior, que vai dominar a mulher e a vai fazer se sentir superpoderosa como mãe. A verdade é que muitas realmente sentem isso, mas a maioria não. A maioria sente dúvida, a maioria sente vontade, muitas vezes, de largar tudo e sair correndo. Está tudo normal! (Claro que não é normal largar tudo e sair correndo! Hahaha Mas é normal sim sentir esta vontade às vezes).


Quando me propus a criar o Enxoval Emocional, quis exatamente mergulhar neste universo da maternidade real, da mãe real. Temos que ter consciência do que é fato e do que é boato dentro da maternidade, do que é científico do que não é, do que é idealizado e do que, de fato, fará parte do nosso cotidiano. A intenção não é racionalizar as coisas, mas fazer com que as mães se sintam fortes por sua força como mulheres e não “por instinto”.


Dra. Adriana Gonzalez Bueno

CRM 176603 RQE 79903


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