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  • adrianagonbueno

Não existe "mãe solteira"!


Nos últimos anos, o número de mães solo no Brasil cresceu consideravelmente. Segundo o IBGE, 5,5 milhões de crianças, filhos de mãe solo, sequer tem o registro do pai na certidão de nascimento. Dados que de lá para cá, só aumentaram...


O termo mãe solo, chegou para substituir o que antes era popularmente referido como “mãe solteira”, terminologia que só reforçava o preconceito referente ao estado civil da mulher, refletindo sobre a forma como é vista pela sociedade.


Mãe é mãe! O status de maternidade em nada se iguala ao estado civil, ser mãe independe da forma como a mulher se relaciona. Ser mãe solo diz mais sobre a garra e força da mulher, de ter que fazer papel de dois sozinha, do que sobre a ausência de alguém que, por lei, deveria estar ali.


Associado a isso, ainda temos exemplos de mulheres que, por opção própria, decidiram que era a hora delas de serem mães, e não esperaram o companheiro(a) ideal para realizar esse sonho. A produção independente, hoje em dia, ainda enfrenta uma série de barreiras sociais e patriarcais, para ter que lidar com algo que diz respeito única e exclusivamente à mulher.


Vamos deixar os julgamentos de lado. A mulher é livre para escolher se quer ser ou não mãe, se quer ou não ter um parceiro(a) para isso. Isso só cabe a cada uma de nós. O que qualquer mulher, seja ela solteira, casada, divorciada, mãe de um, mãe de cinco ou que escolheu não ter filhos merece e precisa é de respeito e apoio!


Dra. Adriana Gonzalez Bueno

CRM 176603 | RQE 79903

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